Somos feitos de milhões de detalhes.
Cada ser é único e o que nos torna seres únicos são nossas imperfeições.
Ser imperfeito é bom.
Em tempos que a perfeição é exaltada como único modo aceitável de se viver, ser imperfeito é a única forma de se mostrar real.
Tenho me sentido vivendo um episódio de Black Mirror.
Tem um episódio em que tudo na vida da pessoa: Emprego, onde morar, carro que vai usar, restaurantes que vai frequentar, absolutamente tudo é definido pela quantidade de "likes" que você tem no mundo virtual. Fico tentada a escrever que isso é surreal, mas não é.
A cada dia que passa, mais e mais o meio virtual interfere na nossa vida cotidiana, especialmente na nossa autoestima e na forma como vemos o mundo, e infelizmente, essas interferências não tem sido positivas.
O mundo virtual tenta nos fazer acreditar que ser exatamente como somos não vai nos permitir ser feliz, mas isso não é verdade.
Temos que nos amar por completo! Temos que ser apaixonados por cada cicatriz que carregamos, pois elas são a nossa história, elas são o nosso mais puro e verdadeiro "eu".
Cada cicatriz é a prova de que somos sobreviventes, elas são as marcas que provam que a cada dia somos mais fortes do que pensamos ser no dia anterior.
A cada cicatriz nova, nos tornamos pessoas melhores, pois elas vão moldando nosso caráter. Cada tombo que levamos nos oferece uma lição para a vida, é uma questão de escolha aprender ou não. Mas quanto mais você olhar para as quedas como forma de aprendizado, mais fácil será levantar no próximo tombo, porque assim que é a vida, é uma série de quedas que nos obriga a levantar mais fortes.
Aprenda a se amar, por dentro e por fora!
Não estou dizendo que quando você se olhar no espelho vai gostar de tudo que vê, mas que deve se olhar como um todo e admirar o que você é.
Porque você é perfeitamente imperfeito!

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